As crianças
tocaram percussão, guitarra, baixo e bateria com os jovens
Léo, Branco, Beá e Tássia. Também dançaram
Rap com Marreco, do MARF, e Dan, dançarino de Vitória da
Conquista-BA. Veja
notícia e fotos das criaças no 8º Festival de Inverno
de Lençóis A
oficina em 2005 Em
2005, as Oficinas do Griô facilitaram rituais de vínculo
e aprendizagem, contando a história do herói lençoense
Dom Obá em cordel, cantorias, danças e quadras da cultura
local. O cordel conta a vida de Dom Obá,
príncipe afro-baiano, provavelmente nascido na mesma época
do município de Lençóis, filho de escravo forro.
Dom Obá era desconhecido pelos livros didáticos, pelas escolas
e pelos griôs e mestres de tradição oral de Lençóis. A imagem de
Dom Obá imponente, pensador, escritor, guerreiro motivou as vivências
dos movimentos arquetípicos de valor e de trabalho. Danças
tribais de guerreiros possibilitaram o exercício da força
do olhar, do ritmo, da flexibilidade, da agilidade do caminhar e do salto
para enfrentar os desafios da vida. Os provérbios de Dom Obá
motivaram conversas filosóficas - “sou aquilo que sou”
e vivências de desafio do grito, da fala e expressão da identidade
no centro da roda. Cada criança celebrou no centro da roda: “eu
sou Dieles; eu sou Diego, eu sou Taise...”, e os educadores também:
“eu sou Márcia, eu sou Izabel, eu sou Marilândia...”,
cada um com a sua emoção de se reconhecer afro-descendente,
brasileiro, lençoense.
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