Em 2006, os brinquedos e brincadeiras da tradição oral indígena estão inspirando pesquisas sobre as ciências do movimento, das formas geométricas e das habilidades artísticas e motoras.O pião de madeira e o seu movimento circular, a perna de pau e o equilíbrio, a cama de gato e a geometria, a arte de criar uma pipa e fazê-la voar. A Oficina
de Brinquedos e Brincadeiras já visitou a escolas municipais de
Lençóis, o artesão Nel e contou com a participação
de Roberto, artista do circo Bizarrearte, da Argentina, que ensinou a
arte dos malabares. O que eu aprendi ? “Porque todo mundo é feito de carne, osso e sentimentos, por isso todos são iguais. Só que falta ser igual socialmente, que tenha essa educação de qualidade, que todos tenham trabalho e nunca haja crianças nas ruas e sim crianças nas escolas”, Graziela, 14 anos. Em
2005, o contato com a tradição oral local trouxe
de sua memória a dança e o artesanato da mulinha
de ouro nas oficinas Grãos de Luz e nas escolas municipais.
Foi mágico reinventar e produzir um brinquedo tão colorido
que integra técnicas e materiais diversos. Mais mágico ainda
dançar com ele em rituais de vínculo e aprendizagem sobre
a história local e o mapa do Brasil. Nas aulas
e nas escolas foi estudada a identidade étnica do povo brasileiro
a partir das formas de expressão do bumba-meu-boi, boi de janeiro,
mulinha de ouro, burrinha e outros.
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