Afetividade, dança , luta mito, arte, artesanato, canto, brincadeira, brinquedo foram conteúdos de educação afro-brasileira que fizeram parte das 200 horas de oficinas para 94 crianças e adolescentes Grãos de Luz neste primeiro semestre. As pesquisas das oficinas formaram o programa de formação dos Educadore Griôs de 2005.

 

 







As Oficinas se despediram de suas atividades no dia 15 de junho com uma grande festa na Rua dos Negros, em Lençóis, inaugurando o Museu Vivo Dona Bila. O Museu é uma homenagem de nossa querida parceira Joana à grande contadora de histórias Dona Bila. Na inaguração do museu, Delza Bispo, educadora do Grãos de Luz e Elias, pesquisador, contaram a história predileta de Bila: O Cavaleiro Negro.

 
 



“ Neste encontro eu vi que as janelas da vida que estavam fechadas se abriram... foi um momento mágico”
Educador Griô Jairo

Amkoullel, um menino de etnia Fula do Mali, na África; Aqualtune, avó de Zumbi; a Mulinha, manifestação antiga das lendas dos vaqueiros lençoenses; cantos e danças de umbigada, de embalo e de trabalho de Seu Dunga, Dona Tila e Dona Ana da comunidade de Lençóis;

 

a história de vida das mães e avós dos Educadores Griôs; o mito da criação dos Griôs no Mali; a arte rupestre e as técnicas de produção de tintas naturais na Chapada Diamantina, Brasil e África, foram alguns dos temas estudados, vivenciados, pintados, dançados, cantados e costurados na capacitação de educadores Griôs. Os educadores estudaram os conteúdos e métodos da tradição oral à luz do Português, da História, da Geografia, da Matemática e das Ciências com o objetivo de criar de forma participativa o currículo de educação afro-brasileira de Lençóis e do Brasil.
 
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